Durante o IV Encontro da Rede de Reservas da Biosfera da Unesco na CPLP, realizado em Goiás entre os dias 23 e 26 de março, a vice-presidente da Reserva da Biosfera da Caatinga (RBCA), Alexandrina Sobreira, apresentou o Barômetro da Lusofonia, estudo do qual participa como conselheira.
A pesquisa, de caráter comparativo, inédito e transnacional, foi realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), com apoio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O levantamento reúne dados sobre cultura, sociedade e instituições em oito países lusófonos, com o objetivo de fortalecer a integração entre essas nações e subsidiar a formulação de políticas públicas colaborativas.
Segundo Alexandrina Sobreira, o estudo contribui para ampliar a compreensão sobre as relações entre os países de língua portuguesa, ao aprofundar tanto os elementos que os aproximam quanto as diferenças que marcam suas realidades sociais, culturais e políticas.
“O estudo ganha importância no contexto atual ao destacar temas como democracia, comunicação e cooperação internacional, contribuindo para que os países lusófonos possam atuar com maior coesão e representatividade no cenário global”, afirmou.
Ao todo, mais de 5 mil pessoas foram entrevistadas. A pesquisa está organizada em cinco grandes eixos temáticos: qualidade de vida, com avaliação do país e expectativas em relação ao futuro; valores sociais, incluindo gênero, diversidade, imigração e memória da escravatura; democracia, com foco em voto, desinformação e acesso à informação; intercâmbio cultural e consumo de bens culturais entre países lusófonos e conhecimento, avaliação e expectativas em relação à CPLP.
Participam da atual edição os seguintes países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, representando quatro continentes. De acordo com Alexandrina, a Guiné Equatorial será incluída na próxima edição do levantamento.
O Barômetro da Lusofonia terá periodicidade bienal, permitindo acompanhar a evolução das percepções e das relações entre os países da comunidade lusófona ao longo do tempo.
O projeto tem direção-geral do professor Antônio Lavareda, do Ipespe, e conta com apoio institucional de diversas universidades, além da CPLP, PNUD, Fundação Itaú e FGV Conhecimento.













